<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348</id><updated>2009-10-17T11:00:21.814-07:00</updated><title type='text'>VESTIDO AZUL</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-7206240441836387911</id><published>2009-07-19T08:40:00.001-07:00</published><updated>2009-07-19T10:01:23.479-07:00</updated><title type='text'>sobre violência policial na universidade (reflexão sobre texto de flávio aguiar)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16040" target="_blank"&gt;http://www.cartamaior.com.br/&lt;wbr&gt;templates/materiaMostrar.cfm?&lt;wbr&gt;materia_id=16040&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;O link acima é de um texto, escrito já há algumas semanas, do Flávio Aguiar, publicado no site Carta Maior. Trata-se de um pequeno relato sobre as atividades que viu tocadas pelo movimento estudantil alemão. Abaixo é uma pequena reflexão sobre o conteúdo deste relato. Foi escrita às pressas e não pude formular melhor algumas das relações que foram feitas meio que de salto. Mas achei que talvez valesse a pena colocar aqui. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;julguei o texto interessante porque ele traz uma descrição (ainda que questionável em vários pontos) in abstractum da coesão social que traça as coordenadas do que é estado de normalidade e exceção no paradigma ideológico berlinense, e isso tendo como foco o movimento estudantil de lá. o que se diferencia apenas em termos estruturais dos mecanismos que mediam estas relações objetivamente na situação italiana, grega e francesa, mas, no meu entender, tendo o mesmo substrato em todas. e é justamente esse substrato que os diferencia de nós latino-americanos e (o que é ainda mais delicado e bizarro) brasileiros, tendo apenas o capitalismo global como fator equivalente (seria um erro gravíssimo tomar a ideologia liberal pura e simplesmente como elemento de similitude).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pelo texto, é constatado um consenso liberal-democrático diante da existência da greve, tendo o ato dos estudantes como elemento legítimo daquilo que compõe o estado de normalidade alemão (não esqueçamos que até hoje existem por lá atos públicos de neo-nazistas – também de fascistas na Itália, e por aí vai... –, com as mais variadas e bizarras tendências, encarados pelo senso-comum delá como parte da sociedade, ainda que sejam desmerecidos e negligenciados pela mídia - assim como os atos de esquerdistas socialistas, anarquistas e comunistas). a necessidade &lt;em&gt;externa&lt;/em&gt; (o Estado em si) que possui seu fim de forma &lt;em&gt;imanente&lt;/em&gt;, portanto, realiza sua conciliação independentemente de suas formas particulares, formas que compõem suas identidades específicas dentro da ordem interna da sociedade, como a de cidadão, indivíduo, classe e identidade pública em geral, cada qual subsumida pela premissa maior, que é o próprio Estado (ou seja, o fim imanente subsumido à necessidade externa). os conflitos internos dessa sociedade surgem, então, correspondendo às aparências construídas pela ideologia (até aqui é o que marx aponta no &lt;i&gt;Crítica à filosofia do direito de Hegel&lt;/i&gt;, entendendo as determinações essenciais do direito privado, ou seja, da &lt;em&gt;dependência interna da &lt;/em&gt;sociedade civil, e o Estado, ou seja, a necessidade externa abstratamente concebida como realização para-si, conciliados de forma mistificadora – questão que em cada filósofo do direito é “superada” de maneiras diversas, seja pelo realismo kelseniano da justiça reconhecida como insuficiente para a consolidação da &lt;i&gt;Grundnorm&lt;/i&gt;, pelo decisionismo de Schmidt ou pela ação comunicativa de Habermas, que no final deságua num kantismo renovado). paralelamente, o &lt;span class="il"&gt;flávio&lt;/span&gt; constata que há, de facto, confrontos entre policiais e estudantes, ou seja, a necessidade do Estado afirmar violentamente sua legitimidade. Até aí, nenhuma novidade. Mas o que é curioso é o fato de ele (sem ter percebido) ter constatado dentro desse caldeirão posições diferentes socialmente aceitas dentro do que compõe uma mesma forma institucional (universidade): uma pede a cooperação em relação à continuidade da greve e a outra chama a polícia sob o argumento da reintegração de posse (o que nos é familiar). o erro do &lt;span class="il"&gt;flávio&lt;/span&gt; (pelo menos aquele que ele não teve culpa[as observações sobre a antiga alemanha oriental são meio intragáveis na forma como foram colocadas, na minha opinião]) foi contrapor nas entrelinhas uma posição à outra, como posicionamentos estanques. o que ele não percebeu ao observar uma passeata pacifica de estudantes (ou seja, que foi aceita socialmente no contexto berlinense) no dia seguinte ao de “confronto” entre estudantes e polícia foi a identidade pública e a totalidade do estado de direito se tornarem descoladas, como se o corpo e a alma de um mesmo organismo (em termos modernizantes e próto-idealistas) agora tivessem se descolado um do outro, mas que funcionam e se interpenetram mesmo com esse descolamento. o universal e o particular ocupando o mesmo ponto nas coordenadas da coesão social européia. daí a identidade pública (universidade como tal) confrontar o estado de direito (ou seja, o universal e particular conciliado, materializado em polícia, aparelhamento estatal em processo de privatização) sem que tal condição se contradiga em sua realização.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;é como se as aspirações que cobram uma determinada idéia de futuro encontrassem essa idéia realizada no próprio presente, tendo já realizado o grande sonho da civilização, porém ainda necessitando de um motor que coloque esses elementos em movimento. o que antes era vislumbrado como uma projeção de um dever-ser abstrato tornou-se efetivo. essa efetividade é o campo onde se legitima o que se chamou de &lt;b&gt;pós-modernidade&lt;/b&gt; (desdobrando-se em todos os seus campos de teorização). a mera efetividade, porém, não se basta para que se mobilize e se movimente. fascista também depende de utopias para justificar o próprio engajamento. esse dever-ser, essa antevisão metafísica de um outro mundo é justamente o que caracteriza abstratamente o que se chamou de &lt;b&gt;modernidade&lt;/b&gt;. o que se vê, portanto, é o funcionamento da universidade tendo sua coesão social através de uma perspectiva moderna, porém substanciada num solo pós-moderno. o Fredric Jameson chamou isso de “modernidade singular” (também de “modernidade tardia” – sim, é uma referência à obra de Mandel), mas poucos levaram a sério, ao menos levando esta conceituação até as últimas consequencias. nesse sentido, vê-se a receita perfeita para combinar capitalismo global, sociedade de mercadorias, com estado de direito jurídico e social; basta entender que as utopias, as aspirações sobre o futuro, se consolidam no presente, no “agora”, tendo o capital, em sua suprema irracionalidade, como ingrediente perfeito para combinar estas demandas filosóficas absurdas. por que as atende tão bem? porque é na forma mercadoria que se encontra o particular e o universal consolidados como dado concreto e efetivo. a mercadoria é uma coisa, um objeto externo que &lt;b&gt;é&lt;/b&gt; antes mesmo de &lt;b&gt;ser&lt;/b&gt;. Relação dual que é sem ser, assim como o estado democrático liberal, agora consolidado sem ser. é Wilhelm Meister adaptado para o cinema com trilha sonora de Wagner...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando pensamos no Brasil, bem, a história se altera drasticamente... aqui os conflitos internos não correspondem às aparências construídas pela ideologia. O liberalismo brasileiro se consolida sem que o trabalho se manifestasse como relação externa ao trabalhador. O escravo nunca se dissocia de seu trabalho, este é um luxo de um trabalhador livre. Ainda assim, essa ordem acumula renda. aqui, como em qualquer canto do mundo, valor de mercadoria se mensura por seu tempo de trabalho socialmente determinado. Aqui nunca foi necessária uma identidade pública para que se acumulasse renda. Aqui não precisa de comunidade aceitando greve, partes equânimes de uma disputa para que uma determinada condição se legitime. O “ser brasileiro” nasce como objeto externo (como José Antônio Pasta Jr. coloca muito bem, o brasileiro não apenas quer mercadoria, o brasileiro quer &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt; mercadoria). Falar em estado de direito brasileiro é falar em bananas nascendo no Himalaia, não importa se vem da esquerda ou da direita. Mas, ainda assim, se consolida  enquanto dado efetivo. a ordem ontológica do direito é a economia política, e nisso somos muito atuais. O agronegócio está aí, capitalismo financeiro também, somos uma máquina de fazer dinheiro. Mas é só. Este “é só” basta para que uma das partes que compõe a dualidade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;necessidade externa&lt;/span&gt; /&lt;span style="font-style: italic;"&gt; forma imanente &lt;/span&gt;exista na era de capitalismo tardio. Mas aqui há um luxo ainda maior: não precisa corresponder à aparência nenhuma, nunca precisou. Então estudante pode receber porrada à lá vonté que não existe polêmica, o senso-comum toma isso como havendo uma ordem social consolidada no existente. Não se trata de criminalização dos estudantes, ou dos movimentos sociais, etc. trata-se de consolidar lei e ordem. nesse sentido, a PUC está bastante adiantada, pois nela há um reitor que cobra uma identidade pública, mas numa sociedade que acha isso (em sua forma clássica) irrelevante. O que só complica a questão... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-7206240441836387911?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/7206240441836387911/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=7206240441836387911' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/7206240441836387911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/7206240441836387911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2009/07/sobre-violencia-na-universidade.html' title='sobre violência policial na universidade (reflexão sobre texto de flávio aguiar)'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-3162704061230503698</id><published>2009-04-18T19:19:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T19:34:54.150-07:00</updated><title type='text'>Canção da Perda</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Toda vez que morre&lt;br /&gt;Um artista&lt;br /&gt;Uma nova estrela&lt;br /&gt;No céu se põe a brilhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como homenagem,&lt;br /&gt;Como lembrança,&lt;br /&gt;Todos nós teremos&lt;br /&gt;A nos iluminar&lt;br /&gt;Por onde quer que&lt;br /&gt;Estejamos a representar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que morre&lt;br /&gt;Um artista&lt;br /&gt;Uma nova estrela&lt;br /&gt;No céu se põe a brilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrela guia,&lt;br /&gt;da lembrança&lt;br /&gt;e da alegria,&lt;br /&gt;iluminai-nos&lt;br /&gt;Por onde quer&lt;br /&gt;que estejamos&lt;br /&gt;a representar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de "Verás que é tudo mentira"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Adaptação livre de Reinaldo Maia, que faleceu ontem de manhã, deixando como legado, entre virtudes mil, o ímpeto guerreiro de militante implacável e a lição de que não há adequação aceitável onde a barbárie surge como inevitável. Diante do fim do mundo, a luta não pode ser representada, ela se apresenta. Foi o que aprendi com ele. O que muitos outros aprenderam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-3162704061230503698?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/3162704061230503698/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=3162704061230503698' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/3162704061230503698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/3162704061230503698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2009/04/cancao-da-perda.html' title='Canção da Perda'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-3569106803003615946</id><published>2009-04-16T18:07:00.001-07:00</published><updated>2009-04-16T18:07:42.745-07:00</updated><title type='text'>lembrando de "Inocência"</title><content type='html'>"Eu queria ser salva-vidas."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-3569106803003615946?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/3569106803003615946/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=3569106803003615946' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/3569106803003615946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/3569106803003615946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2009/04/lembrando-de-inocencia.html' title='lembrando de &quot;Inocência&quot;'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-4916847252120913232</id><published>2009-03-27T13:20:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T19:38:34.953-07:00</updated><title type='text'>arte em tempo de impasses</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nunca foi tão difícil definir o que é arte. Hoje muito provavelmente aquele que ousar tentar fazê-lo objetivamente será tachado de pedante e, no mais previsível dos mundos, será colocado no hall dos “autoritários-que-tentam-maldosamente-impor-um-ponto-de-vista-único-para-algo-plural-e-de-múltiplas-interpretações”. Afinal de contas, afirmar o que é arte significa expor uma certeza metafísica sobre todas as suas implicações internas e suas extensões válidas. Sendo este conceito uma atividade humana por excelência, dirão os capangas do presente que não há nada mais apropriado do que o reconhecimento de seu desdobramento como uma realização que deve ser interpretada da mesma forma que todas as vicissitudes do real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte, então, torna-se um reflexo de predeterminações situadas nas mais livres associações do contingente. Não mais serão vistas reatadas as cisões cognitivas que dentro dos “preceitos idealistas” se desejava vislumbrar como um todo, tendo as promessas não cumpridas da modernidade como projeção utópica inevitável na experiência estética. Exigir uma perspectiva histórica e universal para a compreensão da arte tornou-se o mesmo que conclamar velhos fantasmas que, com maior ou menor intensidade, assombram e amaldiçoam uma antiga casa abandonada chamada “Forma”. Assim como certos marxistas tornaram-se “marxólogos”, os artistas tornaram-se “artólogos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a própria necessidade da arte de dobar-se sobre si mesma que fermentou as capacidades que lhe são próprias (antigamente descritas como o fenômeno de destacar-se do mundo empírico e suscitar um outro com essência própria como se fosse igualmente uma realidade), tornando ela mesma responsável pelo seu desenvolvimento e também por suas crises. Conforme a realidade cotidiana e as obras artísticas deixaram de exprimir uma tensão tormentosa e inquisitiva, cada vez mais facilmente as telas, palcos, projeções, concertos e instalações reproduziam a ilusão de que o mundo exterior é o prolongamento sem ruptura do mundo que se descobre nas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender, porém, as mudanças e desdobramentos autônomos da arte, adquiridos após ela ter se desvencilhado da cultura, só era possível com uma idéia clara de humanidade no horizonte. Tal relação foi sendo minada conforme a sociedade se tornava cada vez mais desumana. Retomar esta discussão de nada servirá se o grande parâmetro de mediação for uma nostálgica comparação entre o que a arte fazia e o que ela faz. Como já escreve Adorno em sua Teoria Estética, “a crença segundo a qual as primeiras obras de arte são as mais elevadas e as mais puras é romantismo tardio”. O uso à extenuação dos parâmetros do que já se admitiu como sendo uma expressão artística é uma referência para o que ela já não contém. Ela deve voltar-se contra aquilo que constitui seu próprio conceito, mas sem fazê-lo na forma de uma negação abstrata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na era em que não mais se apresenta claramente identificável uma determinação social coesa, onde a relação entre classes não mais se demarca pontual e de forma que seja facilmente mapeada, mas cuja violência brutal e opressão estão racionalmente sistematizadas em sua base de legitimação, assim também se manifesta a arte, tendo como ponto de partida um presente esquizofrênico no qual a tentativa de atingir uma lógica mais profunda simplesmente se esvai no ar. É aqui, no exame de compreensão sobre o “fim das metanarrativas” que se percebe o caráter parasitário das críticas pós-modernas, que detectam uma problemática verdadeira, mas que negam todos os esquemas narrativos através de um grande esquema narrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, como já se inscreve no cerne de um sistema irracional como o capitalista, o capital se apropria da própria crítica, tornando-a não apenas aceitável, mas também produtiva, encontrando novas maneiras de tornar sublime o existente. Desta forma, nunca foi tão crucial um olhar crítico e aprofundado para as artes, pois são nelas o grande campo onde a aparente falência de uma crítica que zelava pela emancipação radical destas relações auto-destrutivas está conseguindo encontrar vislumbres de uma referência que negue toda uma lógica cultural bárbara como a atual.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-4916847252120913232?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/4916847252120913232/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=4916847252120913232' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/4916847252120913232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/4916847252120913232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2009/03/arte-em-tempo-de-impasses.html' title='arte em tempo de impasses'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-9198044521811521435</id><published>2009-03-22T08:28:00.000-07:00</published><updated>2009-03-25T15:09:28.643-07:00</updated><title type='text'>excurso epistolar I</title><content type='html'>pois é, pedrão, meu caro, é para você que escrevo o primeiro texto de gênero epistolar deste blogue. sinta-se privilegiado. por que o escrevo? bem, antes de tudo, devo lembrar-lhe que veio de você a muito apropriada crítica quanto à ininteligibilidade de meus textos. é um ponto fraco que ainda me assombra e espero aprender a lidar com isso o mais cedo possível. acho que estou sob influência do "Carta ao pintor moço", do Mário de Andrade, que é de onde tirei aquele trecho que te mostrei outro dia sobre o caráter combativo da arte, lembra? depois disso lembrei que uma grande amiga de vez em quando escrevia pequenas cartas abertas em seu blogue. como sou vergonhosamente desprovido de personalidade, ou criatividade, roubo descaradamente a idéia. escrever para alguém, que não eu, tendo a feição do interlocutor mais claramente apreensível, talvez me ajude a manter os dois pés no chão ao tentar expor uma determinada idéia. talvez isso clareie onde encontrar o ponto particular do qual se desdobraria o universal... (despretensioso, não?) sem falar que retomar o gênero epistolar nos remete à tradição escolástica de expor uma determinação conceitual específica dentro de um acordo moral tácito entre dois fiéis que assumem um caráter intersubjetivo, mas são perdoados por estarem engajados na graça do Nosso Senhor (com o concílio de trento universitário na cola, é bom manter as boas aparências).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cara, não sabe como me animei com o seu retorno. ainda precisamos conversar direito sobre as coisas que você viu pela bolívia, o que fez, etc. seus relatórios eram bastante completos, mas há sempre algumas coisas que só são apresentadas de forma inteiriça no tête-à-tête (puta expressão de velho essa, eu sei, mas é tão fofa...). sempre que comparecíamos em alguma reunião mala entre centros acadêmicos, ou coisa do tipo, confessava pra gabi "nossa, se o pedrão estivesse aqui provavelmente ele diria alguma coisa engraçada e nos tiraria essa vontade de enfiar um garfo no olho de tanto engolir asneira alheia (rimou!)". sem falar na insegurança (unicamente de minha parte, pois a galera que ficou tá o capeta no benê) e tudo e tals de não ter você e o resto do time da velha guarda de meu deus (expressão idiomática roubada do rococó). futricagens e pieguices à parte, me convenço cada vez mais de que sou imbecil demais pra levar jeito pra coisa. a perspectiva crítica que tenho assume um caráter por demais inconsistente. para mim, um engajamento verdadeiramente radical deve negar o existente, o visado, a injunção positiva por trás do que tem sentido numa mediação alienada. o problema é que não encontro os pontos de mediação que possibilitem, a partir desta perspectiva parcialmente distanciada, encontrar formas de interação que atendam a essas pressuposições, tendo o dado concreto (bárbaro, portanto) como noção particular a ser negada e "transformada". não é nada fácil cobrar de si mesmo a negatividade total diante da necessidade constante de lidar com um imperativo de ação que, no final das contas, justamente pela forma e ordenação interna pela qual é atendido, obedece à solicitação de um ordenamento cínico, um stablishment obsceno. nos vemos obrigados a fazer a pergunta leninista diante de um cenário adorniano ("o que fazer?"). e percebo que ajo diante disso como um neurótico diante de seu objeto de desejo, ou seja, de forma patética e arrogante encontro minha satisfação abandonando o objeto e gastando todas as minhas forças no ato de desejar (nunca leu "Quando Nietzsche chorou"? obra-prima da psicanálise de auto-ajuda!). e no meio disso tudo, acho sinceramente a sua postura correta (assim como de nossos colegas, e de outros amigos queridos que um dia gostaria que você conhecesse): manter-se firme, mesmo diante do fim do mundo, mas sem deixar de dar umas boas risadas (brecht já dizia que aquele que não tiver um pingo de senso de humor jamais poderá entender completamente o que é a dialética). acredito que você, tirando o rubinho (que já conhecia faz tempo), foi a primeira pessoa no meio universitário com quem comecei a trocar uma idéia firme. o engraçado é que, se lembrar bem, nos conhecemos antes do meu ingresso à puc. foi na prova de vestibular para a fuvest, lembra? faz pouco tempo. não somos velhos amigos. mas algumas das amizades que mais valorizo hoje não datam de mais de três ou quatro anos. o mais humanamente coerente, portanto, seria entender que essas coisas não se deve hierarquizar e não se pode encontrar uma medida comum de valor. meio clichê (além de piegas), ainda que serenamente confortador (ou seja, digno de um livro de auto-ajuda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se pá é isso, rapá.&lt;br /&gt;nos vemos por aí, conforme as oportunidades.&lt;br /&gt;abraços inquietos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-9198044521811521435?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/9198044521811521435/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=9198044521811521435' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/9198044521811521435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/9198044521811521435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2009/03/excurso-epistolar-i.html' title='excurso epistolar I'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-86896087766594299</id><published>2009-03-15T11:34:00.001-07:00</published><updated>2009-03-15T11:34:49.992-07:00</updated><title type='text'>intermitência do mundo</title><content type='html'>fadados ao iluminado,&lt;br /&gt;jamais à luz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-86896087766594299?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/86896087766594299/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=86896087766594299' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/86896087766594299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/86896087766594299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2009/03/intermitencia-do-mundo.html' title='intermitência do mundo'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-1354644743369013600</id><published>2009-03-14T10:32:00.000-07:00</published><updated>2009-03-14T16:18:05.923-07:00</updated><title type='text'>dia internacional das mulheres</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://static.wallpaper.com/croppedimages/testuser5_may2007_magnum_am240507_3_YPaG9r_5dai5h.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 365px; height: 222px;" src="http://static.wallpaper.com/croppedimages/testuser5_may2007_magnum_am240507_3_YPaG9r_5dai5h.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foto de Elliot Erwitt&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Gostaria muito de poder escrever “camaradas mulheres, negai a tirania falocêntrica sob a qual estão submetidas, erguei vossa bandeira e lutem por serem o que são num mundo onde são excluídas e chamadas de fracas e inferiores”, mas infelizmente o mundo se complicou demais para que um grito de luta tão velho desse conta da coisa. Essa busca heróica pela realização da mulher livre e independente criou um monstro. Mas como toda criatura, seus desdobramentos internos fazem-nos compreender melhor o que se poderia chamar de “Criador”. A busca pela verdade feminina, que sobrepujaria as calcinhas rosas de rendas com lantejoulas reluzentes e as saias menores que 40 cm, demonstrando que a realização de uma determinada feição identitária da mulher é apenas um semblante resignado que atende à brutalidade fálica das exigências sensuais masculinas, não mais corresponde à radicalidade que o engajamento feminista necessita. A satisfação espiritual das mulheres é atendida pelas linhas de produção, onde a cultura não é simplesmente reduzida a uma mercadoria, mas a própria mercadoria é culturalizada. Esse real tornado semblante, essa profundidade feminina tornada uma identidade efetivada no existente, nos arrasta para a mais cruel e intragável das conclusões: "A mulher não existe". A identidade feminina tornou-se mais um rosto de areia apagado pelas ondas de mais uma praia do fim da História. A identificação da mulher como tal atende a um imperativo de reprodução, tal qual qualquer outra subjetividade composta em uma racionalidade social mediada por uma ordem irracional efetiva. Se a verdade feminina, contudo, nasce com sangue e dor, ela não pode ser negada com simples indexações epistemológicas perfeitamente determinadas. A mulher se torna consciente sem os artifícios narcísicos masculinos, assumindo o olhar narrativo sem que a objetividade fálica se realize. Essa efetividade de uma consciência sem a base que a determinaria é a prova mais visível, talvez, que a constituição falocêntrica masculina é tão falsa quanto aquela que tentava inferiorizar pela ausência de seus pressupostos positivos. O “ser mulher” guarda dentro de si o irracionalismo da subjetividade alocada em qualquer identidade. Eis que surge a radicalidade de vossa condição existencial: Tudo aquilo que faz com que vocês pensem, sintam, desejem como o que entendem sob a idéia de que são mulheres, é aquilo que reproduz uma dupla relação opressiva – por um lado atendem perfeitamente a uma subjetividade que precisa ser exteriorizada em toda sua profundidade e intimidade relacionada a uma falsa universalidade, onde todos são politicamente corretos e, portanto, pró-femininos, mas ao mesmo tempo atende aos imperativos necessários para que se encaixem no sistema de produção, na divisão do trabalho, no ordenamento da exploração. Esse vazio violentamente imposto a vocês, que vêem o próprio sangue todo mês, que têm sensações, idéias e paixões reduzidas a uma falsa interioridade, mas que assustadoramente se torna efetiva (pois são mulheres!! - ou seja, é um vazio que preenche), são vocês que sentem de forma mais clara o ponto nevrálgico onde o horizonte depressivo e acomodado encontra a justificativa de uma revolta. Revolta que se desdobra para todos os outros, que também são meras formas opacas com falsos conteúdos. E é neste sentido que apóio a vossa luta, eu, que sou tudo aquilo que vocês devem negar, que tenho como pressuposto da minha forma de interagir com o real a contribuição para o vosso abuso, opressão, humilhação, que sou, quer eu queira ou não, vosso inimigo, desejo com toda sinceridade vossa vitória, assim como um suicida dispara uma arma contra o próprio crânio desejando que milagrosamente sobreviva, assim como alguns perdidos de gerações anteriores conseguiam desejar o impossível. Acho que é só. Beijos. Bom fim de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-1354644743369013600?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/1354644743369013600/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=1354644743369013600' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/1354644743369013600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/1354644743369013600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2009/03/dia-internacional-das-mulheres.html' title='dia internacional das mulheres'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-2971700062982645357</id><published>2007-11-16T13:05:00.000-08:00</published><updated>2007-11-16T13:15:40.525-08:00</updated><title type='text'>FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;"Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada,  uma expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos  da sombra que passou.  Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável dos que sabem os seus mortos na vala comum; parece que a podridão anônima alcança a eles mesmos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assis, Machado de - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas, &lt;/span&gt;capítulo CLI&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-2971700062982645357?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/2971700062982645357/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=2971700062982645357' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/2971700062982645357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/2971700062982645357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/11/filosofia-dos-epitfios.html' title='FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-9191657444158221788</id><published>2007-09-13T09:39:00.000-07:00</published><updated>2007-09-15T16:41:36.549-07:00</updated><title type='text'>"Toma lá dá cá"</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;(mais um texto de trabalho para faculdade. Também tem sérios problmas, principalmente quando falo de "cidadão comum brasileiro", que já implica vários estupros de conceitos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito do que é retratado no programa “Toma lá dá cá”, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, é mera projeção de uma idéia de cotidiano. As falas forçosamente espontâneas, as respostas rápidas e com sacadas irônicas no timing correto, toda interação entre os personagens compõe uma afirmação de como a vida é, ou, dependendo do ponto de vista, de como deveria ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cenografia, cuidadosamente composta para indicar a naturalidade da ambiência de uma família comum, com retratos aleatórios nas paredes dos apartamentos, sofás de cores variadas, é composta de modo que tudo esteja na mais calculada espontaneidade realista para criar signos e expressões da individualidade de seja lá quem for que habita o lugar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada personagem assim se adequa aos olhos atentos do público. São perfeitos estereótipos: A filha adolescente que ignora a escola para curtir a vida adoidada, a avó experiente que agora passa os dias sendo sustentada pela filha, um macarrão amoroso entre dois casais que tentam viver avizinhados, um adolescente aéreo, outro que sabe das coisas e uma empregada imigrante de outra região do Brasil, e que se adapta aos ambientes das famílias. Cada um apresenta peculiaridades que soam coerentes na formação exposta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O resultado ambicionado nesta construção cênica é uma identificação, ou prolongamento, do que seria o cotidiano do cidadão comum brasileiro. Como consta o autor, “Toma Lá Dá Cá é um humorístico que não faz mal a ninguém. Não tem a pretensão de mudar nada. Só distrair”. Com este raciocínio em mente, Falabella ambicionava inicialmente conseguir outro horário para o programa: “Queria que fosse aos domingos, depois do Fantástico, que assim as pessoas vão dormir mais felizes para encarar a batalha dos dias úteis que se seguem”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que configura a “batalha” referida são fatores que estão completamente contrapostos em relação aos elementos retratados. O programa impõe em sua despretensão um ideal de vida. O humor das banalidades expostas é vivenciado somente por aqueles que podem pagar para terem o luxo de terem tais banalidades. O seriado pauta sua firmeza estética num discurso de uma determinada classe social.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, como elementos do programa mostram, é muito bem pontuado qual cidadão comum brasileiro é este. As duas famílias que formam o centro dos enredos são sustentadas por dentistas e corretores de imóveis. São cidadãos tributários que ostentam suas profissões tipicamente de classe-média, com filhos em colégios particulares e que podem tranqüilamente sustentar apartamentos próximos a uma praia carioca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo o Brasil um país de riquezas vergonhosamente mal distribuídas, com uma concentração de renda voltada para uma minoria tão ínfima, assustando até mesmo analistas de fora, é uma de suas características marcantes a enorme parcela da população que vive em condições desfavorecidas, com baixo poder aquisitivo. A Rede Globo, com seus mais de 80 milhões de expectadores diários, não possui exatamente entre os que acompanham sua programação uma massa de bon vivants. Muito pelo contrário, os principais telespectadores estão em classes sociais abaixo dos personagens retratados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O deslumbramento que faz com que o índice de audiência do programa seja considerável (mais de 31 pontos de média durante a exibição do primeiro episódio) é justamente a sua não correspondência com uma realidade cotidiana. O cidadão comum brasileiro real vê os elementos exibidos e sente-se contemplado, mas não por uma identificação espontânea, mas por encontrar o arquétipo da condição na qual gostaria de estar. O que acontece é a aceitação de um discurso que se encontra invertido e não correspondente com a realidade. Contenta-se em suplantar e justificar a condição desfavorável em que se encontra. Assim terá a chance de sentir a glória da ascensão social.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-9191657444158221788?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/9191657444158221788/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=9191657444158221788' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/9191657444158221788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/9191657444158221788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/09/mais-um-texto-de-trabalho-para.html' title='&quot;Toma lá dá cá&quot;'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-5991586846490614675</id><published>2007-08-26T10:07:00.000-07:00</published><updated>2007-08-26T10:29:38.734-07:00</updated><title type='text'>MISTÉRIO, MISTICISMO E ENTRETENIMENTO EM "LOST"</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(o texto abaixo foi redigido para uma disciplina do curso de jornalismo da PUC no começo do ano. Está mal formulado e grosseiro em muitos termos de análise - foi escrito muito rapidamente para um trabalho que sequer levaria em consideração tal aspecto do texto, fato que contribuiu para meu desleixo - mas não está reescrito, sequer revisado - por falta de tempo e saco. Mesmo assim, é chato escrever algo e saber que ninguém o lerá com atenção. Com a ingênua esperança de que aqui isso não acontecerá, publico o texto como foi entregue)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;São muitas as tentativas de explicação pela mídia especializada em comentários sobre a cultura pop para o gigantesco sucesso do seriado de televisão norte-americana “Lost” (refiro-me às mais variadas mídias culturais, que temos como exemplo aqui no Brasil a Folha Ilustrada, o Caderno Dois, a Superinteressante, e por aí vai). Dirigida por mais de sete diretores, escrita por mais de quinze roteiristas, tornou-se um daqueles “fenômenos” confortavelmente aceitos e admirados pelos detentores das opiniões que regem os sucessos das mais variadas programações: A inominável massa desconforme que constitui os expectadores. É o jugo luxurioso desta massa que rege o que é concretamente aceitável para ser passado em determinados horários televisivos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 45pt;"&gt;O ganho das emissoras com o sucesso de seus programas está, obviamente, nas astronômicas quantias pagas por patrocinadores para terem suas marcas aparecendo nos (muito ilustrativos só pelo nome dado) horários comerciais. Ora, se é justamente com a atenção dos telespectadores que é proporcionado o lucro deste campo corporativo, é evidente que os programas mais assistidos não serão apenas encorajados, mas lidados como se fossem de extrema relevância. Fica claro que a razão de veiculação de atrações não é propriamente a qualidade do programa. Em verdade, a qualidade e peso do conteúdo do que é passado é o que menos importa nesta perspectiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;A ótica crua destas relações é responsável pelas famosas atrações de programas de domingo, o que já é referência pejorativa para a crítica televisiva. Tendo como senso comum a baixa qualidade destes programas, torna-se fácil explicar e ilustrar o que foi apontado anteriormente: São programas de conteúdo escancaradamente de fácil compreensão, que não exigem qualquer tipo de reflexão, ou necessidade de interação com a realidade vivida no cotidiano, e quando o contrário, alimenta-se a construção do dia-a-dia ao invés de estranhá-la ou colocá-la em qualquer plano de simbolização mais profunda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;O que torna estes programas tão facilmente consumíveis são justamente os momentos previsíveis que ocorrem a todo o momento (as celebridades emocionando-se devido às mini-biografias apresentadas, o cidadão comum ganhando ou perdendo uma quantia escandalosa de dinheiro por ter respondido uma pergunta aparentemente aleatória, ou os rapazes e garotas de reality shows fomentando suas intrigas internas). O que prende o telespectador não é propriamente a resolução destas questões, pois os conteúdos dos programas variam, mas a formulação de tensões é sempre a forma recorrente de chamar a atenção. O expectador nada sabe da celebridade apresentada, mas quer saber de que maneira ela se assemelha com um ser humano do cotidiano, não sabe a resposta da pergunta feita pelo apresentador, mas quer saber qual a resposta que dará o passaporte para uma vida idealizada para um cidadão comum, desconhece qualquer uma das pessoas do reality show, mas as resoluções das tensões entre eles, por mais irrelevantes que sejam, é o que saciará sua vontade de assistir ao programa. Esta vontade totalmente isolada de qualquer caráter reflexivo é o que diverte o expectador. Por isto estas e outras atrações (não necessariamente televisivas) são chamadas de “entretenimento”.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Estas tensões são o que torna concreto o produto demandado pelos consumidores (expectadores). Quanto mais entretidas estiverem as massas que ficam à frente das telinhas, mais enfáticas serão as aprovações destes programas para passarem nas emissoras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Antes de analisar qualquer coisa sobre “Lost”, é preciso lembrar que os episódios são escritos ao longo da produção do seriado, logo não há uma totalidade por trás do que é mostrado. Para escrever qualquer linha de uma próxima temporada, os produtores precisam saber se há a especulação de uma audiência alta o suficiente para este ser um investimento lucrativo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Voltemo-nos agora para os inúmeros mistérios apresentados nas duas primeiras temporadas do seriado:&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Temos um aleijado cujo nome é o mesmo de um pensador empirista britânico da época pré-moderna e que misteriosamente começa a andar, números que aparentemente trazem azar e possivelmente representam o apocalipse criptografado, uma corporação misteriosa que aparentemente administrou pesquisas na ilha, uma cientista cujo nome é o mesmo de um teórico político que influenciou a Revolução Francesa e os primórdios do pensamento socialista e que aparentemente enlouqueceu por solidão na ilha, a aparição de personagens que não estavam na  lista de passageiros do avião que caiu e simplesmente começam a importunar com sussurros os que se perdem na floresta (altos o suficiente para serem ouvidos) e fogueiras misteriosas, um leviatã esfumaçado que aparenta estar guardando algo, e muitas outras tensões (a maioria resolvida nas próprias temporadas em que são apresentadas, outras são deixadas em aberto para manter o espectador interessado na que segue).&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Todas retiradas do desenvolvimento de uma história simples de ser descrita: Um avião cai numa ilha misteriosa no Pacífico e os sobreviventes, com a demora do resgate, vêem-se obrigados a organizar-se para superar o longo tempo de isolamento. Com o desenrolar da história, os problemas e obstáculos que formam os episódios são construídos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Em primeiro momento o seriado parece um daqueles clichês de criações micro-cósmicas para formular um paradigma que explique as relações da sociedade em seu âmbito mais geral. Afinal, são representantes de todas as partes do mundo que são obrigados a aprender a viver harmoniosamente.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;São americanos, canadenses, australianos, ingleses, uma francesa, dois coreanos, um iraquiano ex-soldado da Guarda Republicana Iraquiana e outros que aparecem na segunda temporada e que não abordarei (apesar da popularidade do ermitão Desdemond) para me ater apenas aos componentes que firmam o enredo (ou seja, os da primeira temporada). &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Se esta idéia de “representação do mundo” ou qualquer coisa do tipo (que por si só já apresentaria insuficiências terríveis) foi de fato a intenção dos criadores no início do seriado, já pecam pela maneira que os personagens são sintetizados:&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Todas suas ações e conflitos são derivados de recalques individuais, formulados com uma tentativa de densidade dramática que apenas reforça suas individualidades e a tentativa dos diretores e roteiristas de aproximação com um “cidadão comum”. Não há qualquer possibilidade de assimilação simbólica entre os personagens e suas respectivas nacionalidades em âmbitos coletivos. Mesmo porque, quando determinados personagens aparentam fazer esta representação, são estereotipados da maneira mais crassa e preconceituosa. Como exemplo disto, temos Sayd, o iraquiano que é “culturalmente assimilado” à lógica ocidental, transformado num anti-herói-clichê que luta para redimir-se e salvar sua donzela &lt;st1:personname productid="em apuros. Temos" st="on"&gt;em apuros. Temos&lt;/st1:personname&gt; também o casal de coreanos que sofrem por terem de seguir os costumes de seu país, e a mulher vê-se obrigada a ter como resposta para sua situação o desprendimento desta repressão da suposta cultura oriental, para tomar como conduta normativa a da mulher ocidental.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;O que também impede qualquer tipo de interpretação profunda do seriado que envolva os simbolismos jogados ao longo dos episódios é o caráter místico de todos os conflitos de grande tensão: “Você tem fé que os passageiros da outra parte do avião sobreviveram à queda?”, “Você acredita que alguns números poderiam reger seu controle sobre o próprio destino?”, “Você acredita que a Ilha poderia dar-lhe algo se você oferecer algo em troca?”, ou “Você acredita na existência dos Outros?” (ainda me refiro apenas à primeira temporada). A construção do enredo deste seriado não poderia coerentemente basear-se em um paradigma sócio-cultural se o melhor que ele consegue conceber como articulação entre os personagens e seus conflitos é a fé de que tudo dará certo, e então simplesmente mostrar que estas prédicas religiosas estavam corretas. Como exemplos, temos as profecias de John Locke sendo concretizadas (a morte de Boone e o avião no penhasco) e seu milagre secreto movendo-o e dando-lhe forças para enfrentar as adversidades e momentos de liderança na ilha. Também há os números de Hurley, cuja ordem poderia (ou não) malfadar o destino de vários, tudo depende se temos (ou não) fé se há controle sobre o destino. Este teor de misticismo é o que reforça a tensão do seriado. Todas as profecias, mal-agouros, crenças religiosas e afins são sustentadas até o ultimo momento.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Quando estas questões são levantadas de maneira a serem abordadas desta forma, são simplificadas como perspectivas absolutas de “crença” ou “descrença”, degradando-se todos os conflitos criados a uma forma de reflexão muito mais fácil e “consumível” para o grande público. Já que não exige tanta profundidade, o seriado torna-se “divertido” e tido como uma forma de “entretenimento”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Mas e quanto aos mapas, os Outros, os sussurros na floresta, a queda do avião ainda sem explicação e outras questões não resolvidas? São nestes mistérios que o seriado mascara seu caráter de mera forma de aquisição de lucros para as emissoras e corporações que regem o que será levado ao ar no horário &lt;st1:personname productid="em quest￣o. Deve-se" st="on"&gt;em questão. Deve-se&lt;/st1:personname&gt; lembrar que logo quando um mistério é resolvido ou afirmado, ocorre no ritmo do seriado um toque de alguma música que sustenta um clima de suspense e interrompe a programação para mostrar os comerciais (verdadeira razão de escolha deste seriado especificamente para ser colocado ao ar neste momento). &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Mas e quanto aos nomes peculiares de John Locke, Danielle Rousseau, Jack, Sawyer e outros? As reflexões sobre alegorias como essas não trazem certo peso ao seriado? Mesmo se todos que assistem ao seriado lessem todo o &lt;i style=""&gt;Do Contrato Social &lt;/i&gt;ou &lt;i style=""&gt;Sobre o Governo Civil&lt;/i&gt;, a única coisa que perceberiam é que os que roteirizaram o seriado nada sabem sobre teoria política, muito menos sobre o processo de constituição da sociedade civil. Aliás, uma observação interessante é que a concepção da organização social para proteger-se de um monstro esfumaçado inominável que poucos têm consciência que existe (um Leviatã da essência humana) não é nem de Rousseau, nem de Locke, mas de Thomas Hobbes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Quanto a Sawyer e Jack, são nomes americanos que representam o cidadão comum Americano, sendo Sawyer o sulista, assim como na novela de Mark Twain. Jack é o bom americano, o líder nato, herói de todos, exemplo de nobreza, obstinação e persistência. Sawyer é o “homem corrompido”, o lado negro desta cultura, mas que procura redenção. Daí mostra-se os dois brigando pela mesma garota, colocando-os no mesmo plano de conflito. Esta concepção de personagens é um absurdo clichê literário. É carregado de um moralismo conservador tipicamente norte-americano. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Mas são justamente estes componentes que mascaram o seriado e faz com que aparente ser o que não é: Uma construção criativa de qualidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 42.8pt;"&gt;Desta forma, os mistérios de “Lost”, juntamente com seu misticismo, que degradam qualquer linguagem de suspense que o seriado possa ter a algo concretamente consumível para o grande público (novamente me refiro à resolução de tensões ao longo do seriado, assim como os componentes das programações de domingo apontadas no início do texto), tornam este programa um mero pastiche de fórmulas para o “entretenimento” dos expectadores. Pode-se observar por toda internet uma febre gigantesca de fanatismo pop. Mas os núcleos das discussões relativas ao seriado são sempre sobre o quanto é aprazível determinado personagem ou situação. Os espectadores sentem-se aproximados, e até identificam-se com o que assistem. O grande foco é agradar ao público da maneira mais confortável possível, pois caso contrário, o seriado perde seu sentido. Torna-se óbvia a razão do sucesso fenomenal do seriado, mesmo entre os que criticam as tais programações de domingo: O espectador pode aceita-lo passivamente para saciar sua vontade de diversão vazia, sem sentir a culpa de estar assistindo algo que &lt;i style=""&gt;aparente&lt;/i&gt; ser vazio.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-5991586846490614675?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/5991586846490614675/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=5991586846490614675' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/5991586846490614675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/5991586846490614675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/08/mistrio-misticismo-e-entretenimento-em.html' title='MISTÉRIO, MISTICISMO E ENTRETENIMENTO EM &quot;LOST&quot;'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-3510992650481021070</id><published>2007-08-19T22:21:00.001-07:00</published><updated>2007-08-19T22:22:24.512-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>rosa, linda rosa, quanto mais te despedaçam, mais te sinto milagrosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-3510992650481021070?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/3510992650481021070/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=3510992650481021070' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/3510992650481021070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/3510992650481021070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/08/rosa-linda-rosa-quanto-mais-te.html' title=''/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-7738596846808361014</id><published>2007-08-14T19:56:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T12:57:01.909-07:00</updated><title type='text'>demônio da tazmânia</title><content type='html'>da camisa esburacada&lt;br /&gt;da garota teimosa&lt;br /&gt;o demônio da tazmânia&lt;br /&gt;graceja com dentes arraigados&lt;br /&gt;para a tira de um jornal&lt;br /&gt;há algum tempo amassado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a manchete eriçava:&lt;br /&gt;"BC's injetam mais US$72 Bi&lt;br /&gt;E os mercados têm trégua"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;distraída, a garota rói as unhas&lt;br /&gt;olha fixamente&lt;br /&gt;um muro pichado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por trás da pichação&lt;br /&gt;há tinta,&lt;br /&gt;sobre tinta,&lt;br /&gt;sobre tinta,&lt;br /&gt;sobre tinta,&lt;br /&gt;sobre cimento endurecido,&lt;br /&gt;há muito secado.&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-7738596846808361014?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/7738596846808361014/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=7738596846808361014' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/7738596846808361014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/7738596846808361014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/08/demnio-da-tazmnia.html' title='demônio da tazmânia'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-8668669407662734753</id><published>2007-08-14T19:53:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T12:46:50.849-07:00</updated><title type='text'>ruas</title><content type='html'>alinhavadas de forma paralela&lt;br /&gt;(cuidadosamente mesuradas)&lt;br /&gt;impenetráveis&lt;br /&gt;de piche sedimentado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abarcando impolutas estruturas:&lt;br /&gt;vulvas, lábios, curvas&lt;br /&gt;em brutais inflexões,&lt;br /&gt;envoltas por&lt;br /&gt;couro, velcro e veludo,&lt;br /&gt;(Ah! O invólucro de glitter...)&lt;br /&gt;sublevam fractais de feições:&lt;br /&gt;belezas a esmo&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Aqui a infinitude&lt;br /&gt;(como telas pechinchadas)&lt;br /&gt;subjaz&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-8668669407662734753?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/8668669407662734753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=8668669407662734753' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/8668669407662734753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/8668669407662734753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/08/ruas.html' title='ruas'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-6103218966016868018</id><published>2007-07-06T09:15:00.000-07:00</published><updated>2007-07-09T14:27:56.166-07:00</updated><title type='text'>a pornografia em "Zodíaco"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;Tornou-se demasiadamente ingrata a produção cinematográfica no nosso tempo. Mesmo que as mais ambiciosas, bem articuladas e arquitetadas tomadas dentro de um corpo programado sejam produzidas, os artistas devem ainda considerar a desconstrução que a ótica da cultura de massa projeta sobre qualquer substância imagética. Tal problemática se depreende do já conhecido jargão de estudo lingüístico, de que “o visual é &lt;i style=""&gt;essencialmente&lt;/i&gt; pornográfico”, no qual a pesquisadora Roneide Venâncio Majer ainda completa: “Sua finalidade é a fascinação irracional, o arrebatamento; nessa óptica, pensar seus atributos transforma-se em algo complementar se não houver disposição de trair o objeto”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;A composição simbólica ao redor da imagem bruta incide na “traição” referida, e é o que acontece em qualquer obra cinematográfica. Quando esta simbologia se desfaz e é degradada a um material concretamente consumível, reduzindo o que se poderia chamar de arte a um mero estimulante sensorial, retorna-se à crueza pornográfica – consuma-se, então, sua condição de produto mercantil e se torna reificada. Desta forma, a obra não possui mais nenhum valor qualitativo em si, mas apenas na medida em que possa ser “usada”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;É justamente com estes conceitos que o diretor David Fincher brinca em seu último filme, “Zodíaco”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;O gênero onde as histórias de detetives assentam-se é, em si mesmo, emblemático sobre a questão da arte reificada. O que acontece normalmente quando lemos ou assistimos a uma história de detetive tradicional?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Lê-se a história pelo final. Temos uma teia de personagens e acontecimentos nebulosos (que podem ser mais ou menos extensos dependendo da prolixidade do autor/diretor) que se esclarecem com um final revelador e “surpreendente”. Em outras palavras, temos duas horas de filme, ou um calhamaço de páginas que não serviram para nada, senão para prestar de meio para um determinado fim. Concretiza-se a lógica mercadológica por traz deste enredo, onde seu desenvolvimento segue uma razão de ser completamente utilitária. O expectador não percebe, mas poderia jogar no lixo o restante do filme ou livro, pois o que importa é o deslumbramento final. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;Em “Zodíaco”, através de uma ironia sofisticada, David Fincher desconstrói esse procedimento.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;Não há grande revelação, nem catarse procedida de um grand finale. Em verdade, os últimos momentos não podem ser interpretados como uma cena fetichizada. O que as cenas derradeiras passam, aliás, com sua ponte direta com a contemporaneidade, ganha algum sentido apenas na forma que a trama é amarrada. Caso contrário, se de fato a conclusão intencionasse ser “surpreendente”, estaria claro que não houve sucesso, pois o que ocorre é um anticlímax. O que possibilita ligar todos os elementos do filme é a peculiaridade do tal serial killer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;Tirando a obsessão dos personagens por capturar o tal psicopata, os únicos elementos que sustentam a idéia de um mesmo indivíduo matando, anômala e aleatoriamente, várias pessoas, são as enigmáticas cartas enviadas aos editoriais de alguns jornais e a um departamento de polícia. Tirando a tensão que a trilha sonora brusca, os takes esquivos e os súbitos momentos de escuridão proporcionam, não há sequer unidade na figura do “homem” que comete os crimes, quando encenados na tela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;O rosto, a fisionomia e a forma de se vestir e matar sempre muda (o que é comentado de forma bastante irônica no próprio filme). O público é convencido de que o assassino está à espreita apenas pela obsessão dos personagens que seguem a sua trilha. Eis a ironia referida: Mesmo expondo aos olhos da platéia que não é a mesma pessoa cometendo as brutalidades, as construções estéticas utilizadas pelo diretor insistem na proximidade do perigo. David Fincher, desta forma, desconstrói o clichê da velha “fórmula” da história de detetive utilizando os recursos estilísticos deste mesmo gênero, conseguindo até mesmo inverter os valores do próprio no filme.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;É também da praxe dos livros de Agatha Christie, Arthur Conan Doyle e genéricos expor inicialmente uma situação, um status quo de plena harmonia (geralmente numa grande mansão ou território que denote uma situação social que prospera – no caso dos dois citados, a pequena-burguesia no período entre e pós guerras e a burguesia industrial inglesa de fins de século XIX, respectivamente), e que essa atmosfera é afligida pelo terrível assassino outsider misterioso. A procura pelo assassino torna-se uma militância em prol do retorno aos tempos de paz. Em “Zodíaco” o tal status quo harmonioso, momento em que o filme começa, é a comemoração do dia da Independência Norte-Americana, famigerado 4 de Julho. Tornar mais óbvia a referência à problemática ideológica é impossível. O assassino do Zodíaco não era para ser apenas um ser perturbado que percorre o Estado da Califórnia, era para ser na verdade o terror que ameaça o amerian way of life (a tomada inicial percorrendo os famosos quarteirões suburbanos da Califórnia á lá Short Cuts carrega uma simbologia forte quanto a isso).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;E o que acontece no desenrolar da história? A população identifica-se e compactua com o suposto assassino! Transformam o “Zodíaco” num fetiche. O assassino, que não é ninguém, torna-se todos. Inúmeros anônimos de todos os cantos do país passam a tentar assumir a identidade do serial killer. Com acidez e ironia, revela-se que a brutalidade e frieza retratados está no zeit geist estado-unidense, no próprio cerne da ideologia que sustenta a configuração da sociedade em que vivem, e não em algum indivíduo específico. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;E a ironia se espraia por todo o filme, sustentada pela tensão ao redor de vários elementos: Do pedaço de roupa ensangüentado, da caligrafia dos suspeitos, do relógio de um, da fala de outro, um amontoado de provas circunstanciais que adornam ainda mais a configuração estética que é destruída justamente pelo conteúdo simbólico do filme. E vai mais além. Quem é que fica obcecado por desvendar esse mistério? O escoteiro! O regrado que segue à risca o modelo de vida imposto pelo Capital. Vemos todo o desenrolar de sua história ao mesmo tempo em que o assassino comete suas atrocidades. Acompanhamos sua ascensão social, seu casamento, a formação de sua família, até o momento em que ele sente que o criminoso precisa ser pego (justamente quando ninguém mais quer pega-lo).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;Mais um último detalhe: O personagem que faz o cartunista, que posteriormente descobrimos que é o mais próximo de um protagonista que o filme apresenta, não envelhece. O filme começa em 1968 e termina (se não me engano) em 1992. Vinte e quatro anos se passam e todos os personagens ou perdem cabelo, ou tornam-se decadentes, ou engordam, ou, quando crianças, crescem, mas este personagem específico, juntamente com sua esposa, não muda sequer a cor do cabelo. Interpreto com isto que ele representa algo metafísico, que paira ao longo dos anos e que nos alcança até hoje. Por isso o final não é jogado: Precisava mostrar que não se trata de um filme de época, mas de espírito de época. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;A citação da primeira parte do texto e grande parte de elementos utilizados para reflexão foram extraídos de um livro chamado "Marcas do visível", de Fredric Jameson, em especial de um texto do mesmo livro chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Utopia e reificação na Cultura de Massa&lt;/span&gt;. A editora é Graal.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-6103218966016868018?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/6103218966016868018/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=6103218966016868018' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/6103218966016868018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/6103218966016868018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/07/pornografia-em-zodaco.html' title='a pornografia em &quot;Zodíaco&quot;'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-1905356102776225963</id><published>2007-05-15T20:05:00.000-07:00</published><updated>2007-05-15T20:06:13.383-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif';"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://flap2007.zip.net/"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;http://F&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;LAP&lt;/span&gt;2007.zip.net&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif';"&gt;&lt;em&gt;(rimou!)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif';"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif';"&gt;&lt;img alt="" src="http://peixedeaquario.zip.net/images/Flap2007_eFlyer01.jpg" align="bottom" border="0" hspace="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-1905356102776225963?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/1905356102776225963/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=1905356102776225963' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/1905356102776225963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/1905356102776225963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/05/httpf-lap-2007.html' title=''/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-2655615382384912111</id><published>2007-03-01T17:16:00.000-08:00</published><updated>2009-03-15T12:45:11.439-07:00</updated><title type='text'>restos</title><content type='html'>era perfume o que derrubava?&lt;br /&gt;porque a própria pegação(&lt;br /&gt;bonita de rua&lt;br /&gt;) também se fazia afrodisíaco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-2655615382384912111?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/2655615382384912111/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=2655615382384912111' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/2655615382384912111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/2655615382384912111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/03/restos.html' title='restos'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-4603057246486958174</id><published>2007-02-27T13:56:00.000-08:00</published><updated>2007-02-27T13:58:32.204-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title"&gt;                          &lt;a href="http://docesenjoativos.blogspot.com/2007/02/emboscadas.html"&gt;EMBOSCADAS&lt;/a&gt;                      &lt;/h3&gt;                        &lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_hKAwGunRjq4/ReJGhrgSrEI/AAAAAAAAADA/-7NR1-IEMwI/s1600-h/emboscadas-banner.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_hKAwGunRjq4/ReJGhrgSrEI/AAAAAAAAADA/-7NR1-IEMwI/s320/emboscadas-banner.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035664877781429314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;vídeos sobre literatura e afins no Youtube&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;BLOG:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://emboscadas.wordpress.com"&gt; &lt;b style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;http://emboscadas.wordpress.com&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Equipe:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;- Direção e roteiro: Gustavo Assano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;- Edição: Ana Rüsche&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;- Âncora: &lt;st1:personname st="on"&gt;Del Candeias&lt;/st1:personname&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Edição de Fevereiro – Março de 2007&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;- Parte I - EMBOSCADAS: A Faculdade de Letras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;No ar!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt; Link: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KoWUbdcTDIQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=KoWUbdcTDIQ&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Questões sobre a Faculdade de Letras: Participação de calouros da FFLCH-USP, opiniões de &lt;st1:personname st="on"&gt;Del Candeias&lt;/st1:personname&gt;, Frederico Barbosa, &lt;st1:personname productid="Andrea Catropa" st="on"&gt;Andrea Catropa&lt;/st1:personname&gt;, &lt;st1:personname productid="Eduardo Lacerda e" st="on"&gt;Eduardo Lacerda e&lt;/st1:personname&gt; outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;- Parte II - EMBOSCADAS: A Academia e o Cânone&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Lançamento:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt; dia 5 de março de 2007&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;- Parte III - EMBOSCADAS: A Faculdade e Autores Contemporâneos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Lançamento:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt; dia 12 de março de 2007&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-4603057246486958174?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/4603057246486958174/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=4603057246486958174' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/4603057246486958174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/4603057246486958174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/02/emboscadas-vdeos-sobre-literatura-e.html' title=''/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_hKAwGunRjq4/ReJGhrgSrEI/AAAAAAAAADA/-7NR1-IEMwI/s72-c/emboscadas-banner.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-4786264206050533098</id><published>2007-02-01T06:33:00.000-08:00</published><updated>2009-03-15T12:44:47.900-07:00</updated><title type='text'>a cratera e o subsolo</title><content type='html'>Bem que diziam&lt;br /&gt;que nem tudo era de mentirinha.&lt;br /&gt;(e que todo vazio poderia ser concreto)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-4786264206050533098?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/4786264206050533098/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=4786264206050533098' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/4786264206050533098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/4786264206050533098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/02/cratera-e-o-subsolo.html' title='a cratera e o subsolo'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-117010459073908897</id><published>2007-01-29T13:01:00.000-08:00</published><updated>2007-01-29T13:03:10.750-08:00</updated><title type='text'>NOTÍCIAS DE LÁ</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Mônica Bergamo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Folha de S. Paulo, 29 de janeiro de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;QUASE LÁ &lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Os organizadores da Flap -corruptela alternativa da Flip, a Festa Literária Internacional de Parati-, que até agora faziam o evento com recursos próprios, estão buscando patrocínios para ampliar sua programação. Querem trazer autores latino-americanos na próxima edição, em julho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-117010459073908897?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/117010459073908897/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=117010459073908897' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/117010459073908897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/117010459073908897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/01/notcias-de-l.html' title='NOTÍCIAS DE LÁ'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-116986964920397365</id><published>2007-01-26T19:31:00.000-08:00</published><updated>2009-03-15T12:39:25.696-07:00</updated><title type='text'>nota de idílio</title><content type='html'>foi bem quando éramos pequenininhos,&lt;br /&gt;eu e meu irmão.&lt;br /&gt;subíamos no telhado&lt;br /&gt;e escolhíamos algum cantinho.&lt;br /&gt;era uma competição.&lt;br /&gt;jogávamos pedaços de telhas&lt;br /&gt;em pedestres qualqueres.&lt;br /&gt;se faltasse telha&lt;br /&gt;- era o maior sarro! -&lt;br /&gt;ia mesmo pedra ou coisa que o valha.&lt;br /&gt;o primeiro que errasse, perdia o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não era fácil!&lt;br /&gt;não demorava pra perceber&lt;br /&gt;que o feito exigia prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conforme crescíamos,&lt;br /&gt;já diziam que tudo mudaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-116986964920397365?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/116986964920397365/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=116986964920397365' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/116986964920397365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/116986964920397365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/01/nota-de-idlio.html' title='nota de idílio'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-116960612466732242</id><published>2007-01-23T18:33:00.000-08:00</published><updated>2009-03-15T12:42:57.867-07:00</updated><title type='text'>santidade</title><content type='html'>eram cristais secos.&lt;br /&gt;saiam dos glóbulos oculares&lt;br /&gt;da menina inocente&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;apareceu num domingo na tv.&lt;br /&gt;planejava sua beatificação nas madrugadas&lt;br /&gt;em belos autoflagelos.&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;a mais comum arbitragem&lt;br /&gt;modelada&lt;br /&gt;na mais pura imagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;foi santa,&lt;br /&gt;estrela,&lt;br /&gt;milagre,&lt;br /&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;anomalia científica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;no dia seguinte, não era nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-116960612466732242?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/116960612466732242/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=116960612466732242' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/116960612466732242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/116960612466732242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/01/santidade_23.html' title='santidade'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-116949665346173184</id><published>2007-01-22T12:03:00.000-08:00</published><updated>2009-03-15T12:43:13.174-07:00</updated><title type='text'>cactos*</title><content type='html'>Cômicos são os cactos&lt;br /&gt;Quando apartados&lt;br /&gt;De dentro de suas&lt;br /&gt;Lógicas, abjetos.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;                    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;Na ínfima destreza&lt;br /&gt;De mesma natureza&lt;br /&gt;(como rimas malfazejas)&lt;br /&gt;Consomem da atmosfera&lt;br /&gt;O avesso de todos, feras.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois, se desta parca inanição&lt;br /&gt;Revelam o óbvio do fajuto,&lt;br /&gt;Sustentam a própria progressão&lt;br /&gt;Esfacelando o antes ancorado&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;E bruto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; (*)  Inspirado no poema "O Cacto" de Fabio Aristimunho Vargas, dialogando com o de Manuel Bandeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-116949665346173184?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/116949665346173184/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=116949665346173184' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/116949665346173184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/116949665346173184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/01/cactos.html' title='cactos*'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-116936020487969263</id><published>2007-01-20T22:14:00.000-08:00</published><updated>2009-03-15T12:49:37.681-07:00</updated><title type='text'>vestido azul</title><content type='html'>Meu vestido era azul, com anágua discretíssima. Era o invólucro de minha calma em momentos tão inusitados.&lt;br /&gt;Andando pela rua, senti-me esvaziar. Era muito sangue que escorria do meu torso. Foi quando perdi meu fígado. Estirou-se na calçada como o dejeto que era.&lt;br /&gt;Logo depois foram pulmões, pâncreas, rins, intestinos, e, imaginem só, um coração! Todos a se desprenderem de mim!&lt;br /&gt;Quando dei por mim, estava completamente vazia no meio da rua e com o vestido arruinado. &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-116936020487969263?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/116936020487969263/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=116936020487969263' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/116936020487969263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/116936020487969263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2007/01/desconcerto.html' title='vestido azul'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-115939954419021586</id><published>2006-09-27T16:24:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T12:41:56.151-07:00</updated><title type='text'>consuetudinário</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;De tanto fingir de morto, o coração parou.&lt;br /&gt;O peito desinflou compassado&lt;br /&gt;Num destoar vulgar,&lt;br /&gt;Conclusão de uma&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Desconstrução vigorosa.&lt;br /&gt;A face volvida aos céus,&lt;br /&gt;(jamais alcançados, nem de assalto)&lt;br /&gt;Olhos fatigadamente abertos&lt;br /&gt;Inertes, incólumes, desacreditados.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Os mortos não podem chorar. &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-115939954419021586?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/115939954419021586/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=115939954419021586' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/115939954419021586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/115939954419021586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2006/09/consuetudinal.html' title='consuetudinário'/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23941348.post-114860427291534638</id><published>2006-05-25T17:39:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T12:41:19.855-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;A VERDADE DO MEU CORPO FOI SELADA&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;O QUE RESTA É A QUEBRA DA ESPERA.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;NO MESMO TEMPO EM QUE O GRITO SE LIVRA&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;E A VONTADE  DA VONTADE REVERBERA, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;O ESTIVO DO MEU TEMPO SE PROLONGA.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;NA ÂNSIA PELA ÁGUA, A CABEÇA QUEIMA,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;NA SÚPLICA PELO FOGO, O CORPO ESQUECE.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;A VERDADE DO MEU CORPO FOI SELADA&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;E A ESPERA NÃO  SE QUEBRA QUANDO EU QUERO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23941348-114860427291534638?l=gustavoassano.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gustavoassano.blogspot.com/feeds/114860427291534638/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=23941348&amp;postID=114860427291534638' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/114860427291534638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23941348/posts/default/114860427291534638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gustavoassano.blogspot.com/2006/05/verdade-do-meu-corpo-foi-selada-o-que.html' title=''/><author><name>gustavo.assano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06207847659363704920</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11299709669398330662'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry></feed>